Mostrando postagens com marcador Conto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Conto. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Dose de Conhaque

De noite, no meu quarto;
acordei sobressaltado;
eram ainda 2:12hs da manhã;
ainda me lembro do pesadelo,
culpado me diziam,
de algo do passado,
por que será que ainda não me livro disso?
Remoer algo assim me deixo infernizado;
quero em livrar.
Não consigo dormir,
pego uam dose de conhaque,
bebo pra esquecer,
mas esquecer uam magoa?
Não é possivel amis, este meu universo em colapso,
está decaindo sobre mim,
e eu sou o culpado,
outra vez, culpado de tudo;
já estou muito infeliz!
Sempre culpado...   

sábado, 2 de junho de 2012

Dizeres de Um Bêbado

Se eu tiver de contar minha história do inicio;
vai ser longa;
melhor partir do meio pro fim...
depois de viver algumas mentiras, desilusões amorosas,
traições de amigos,
e ainda um pouco de desprezo,
tudo isto se juntou na minha mente,
e comecei a "mastigá-las", como que um ruminante 
come outra vez seu alimento;
passo agora meus dias como um inválido ser desprezível,
para você isso é irrelevante e estupido, 
se martirizar por coisas triviais,
mas queria que estivesse na minha pele para vivê-las,
queria que estivesse com minha vida,
para poder tentar compreender meus sentimentos,
você me vê infeliz por fora,
mas por dentro...
você não sabe quantas vezes eu cometi suicídio 
do meu coração,
quantas vezes eu o esfaqueei,
enforquei, 
atirei,
cortei, o joguei;
tudo por causa de trivialidades;
saiba que agora que encho a cara de bebida, talvez eu mude-me em algo pior;
ou antecipe a trivial vida que levo,
só um louco ouve o que eu digo, e o que eu digo, 
deveria ser levado a sério,
por que os loucos...
também cometem loucuras; e numa dessas,
eu posso não voltar!

domingo, 6 de maio de 2012

Liliam

Na noite de Lua cheia, te vejo
minha assombração pálida,
oh corpo que esguio passas
pelas frestas deste castelo,
no alto de tudo
quando jamais consigo te ver, ouço-te subindo as escadarias
de fora,
ainda mais rápido corro, por
um atalho te encontro lá cima, não podes descer ou subir,
ah Liliam, não podes fugir;
mas no desespero, 
corres até a sacada,
atrás de ti me vou,
qual surpresa, te jogas de lá;
pensando no pior, enxergo o chão para ver 
se o pior já sucedeu-se,
a surpresa de saber que tens duas asas
e alças-te vôo,
ainda me deixa assombrado, 
toda a noite de Lua cheia.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Feliz Aniversário Pra Mim - Pt. 04 Final - Inverno

Se até hoje o que eu fiz nada valeu a pena fazer,
nem por mim nem por ninguém,
é por que eu sou um fracasso,
se ninguém me nota.
Sou o pior pedaço de carne humana; é vivendo meu inverno frio e mortifero,
que eu ando de cabeça baixa sem animo pra vida.


Feliz Aniversário Pra Mim - Pt. 03 - Outono

É só mais um ano que vai,
mais um ano que vem,
qual a diferença?
São todos iguais para mim,
todos os dia nublados,
todas as gotas da chuva,
toda a minha tristeza pinta estes dias de cinza,
e eu ajudo somente a não fazer nada, deixo ser levado
por esse barco deprimente correnteza a baixo,
sou nada diante dela,
sou apenas um barco a velas
que desce o rio, 
para se chocar com algo,
não tenho mais vontade de nada,
quero viver minha vida agora,
deixo ela nas mãos do vento,
quero sumir,
evaporar,
me transformar em nada,
e para o nada voltar,
já que está vida aqui não me serve;
e no fim sou traído e magoado,
não preciso de nenhum amigo agora,
nem depois e nem nunca;
por que se eu não existo vivo,
talvez seja por que morto, eu não valho a pena existir,
e se eu continuasse;
viver não vale a pena!

Feliz Aniversário Pra Mim - Pt. 02 - Verão

É.
Eu queria estar na chuva agora,
como queria;
ver ela cair em mim,
sentindo todo o frio de cada gota.
Num dia nublado, tão frio,
comemorar o aniversário.
Que divertido;
parabens pra mim,
que estou sem amigos,
parabens pra mim que agora
sou um dos que podem ser mortos ou se matar;
parabens pra mi,
por que agora, posso
me matar de tanta tristeza,
obrigado pelos presentes,
muitos deles vem acompanhado das 
etiquetas da Solidão,
da Tristeza, da Depressão,
da Infelicidade Continua;
agradeço eternamente
todos os presentes,
e muitos deles,
de Autorejeição,
de autoaversão,
de autoodio,
de nojo de mim mesmo,
muito obrigado pelas pessímas lembranças,
todas elas me deixaram tão mal,
que não posso nem pensar direito;
muito obrigado por me mostrar as piores partes da minha vida,
por daqui mesmo eu vejo,
que viver não vale a pena!

Feliz Aniversário Pra Mim - Pt. 01 - Primavera

Cá estou eu;
mais velho,
mais perto da morte;
mais fraco, 
mais marcado pelo tempo.
Sofrimentos, alívios,
dores, descansos,
vidas e mortes,
desesperos e esperanças;
lagrimas e alegrias;
tudo isto esteve a minha volta,
como um furacão de sentimentos negros;
qual o sentido da vida para
quem nasce, cresce e morre sem
saber o por que de vir?
Por que nasci?
Por que vivo?
Eis minha duvida mortal,
não sei o que eu faço
para me manter mais em pé,
se a vida me machuca tanto,
talvez não seja tão necessário assim;
estou tão triste hoje,
estou quase morrendo por dentro,
estou definhando,
estou em agonia,
em dores.
Queria ver a luz do sol de novo, pelos buracos do teto.
Mas como querer ver o sol à meia-noite?
É como pedir dinheiro ao poço seco,
queria parara de olhar para trás e ver que
o que já se foi, não volta, e se voltar, é para algo bom;
nada mais é bom antes,
durante, ou depois,
vivo num caminho de pedras,
todas elas pontudas e machucam meus pés;
olhar pra frente não quer dizer nada,
é só enchergar a caminhada
ainda mais longa,
ainda mais pesada, 
ainda mais solitária.
Oh cansaço pesado, soa em mim um
ponto de dor,
onde dói mais e mais 
forte,
quero arrancá-lo de vez, 
e prosseguir,
queria por um dia
ser feliz;
mas sou perseguido pelos piores
crimes, por meus sentimentos
acusadores;
sou aquela primavera
que não vai chegar mais,
sou o nada para todos,
em tudo, me fiz nada.
Se for assim, nada valeu a pena!

sexta-feira, 9 de março de 2012

O Violinista das Sombras

Só nas noites de Lua Cheia 
que tal fato acontece;
ouvindo o melancólico som
de um violino
o tocador fantasma aparece.

De séculos atrás ele vem tristonho;
em seus braços traz consigo
seu violino icônico.

Nos cemitérios ele toca,
em cima do seu próprio tumulo,
talvez lamente sua própria morte,
talvez lamente a de quem amava.

Quando chega as primeiras horas do dia,
seu violino na ultima melodia;
vai evanescendo devagar,
até que com calma,
já não se ouve, ele tocar.

Triste Céu Lacrimoso

Era uma vez,
numa noite de sexta feira,
das lacrimosas nuvens, pesado choro
se estendia;
na terra escorria seus lamentos.
E findava-se uma história de amor.

Oh! Quão triste episodio
se sucedeu neste lugar de folhagens verdes.
Quão partido ficou o coração de ambos
ao saberem de seus destinos 
jovens?!

Ah pobre rapaz; nem sua virilidade contra o 
pai furioso pôde dar a ele sua chance de amar;
ah; que dor e dó da pobre mocinha, que lacrimava sem parar;
oh céus por isso choras?

Não acreditam que necessitam de algo
para acreditarem;
mas somente um ato para poder consumar seus amores:
o veneno que escorre agora em suas goelas,
é o que selou agora suas vidas e amores eternos.
Oh céus, oh Morte fria;
chorai, chorai...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O Fim de Um Atormentado!


Talvez eu não esteja para o jantar...
os policiais estão juntando meus restos da cena de horror que se desenrola,
está tão frio este chão,
todos, estão fazendo um grande barulho,
ninguém se silencia,
ouço soluços; é da mulher do vizinho, por que está chorando?!
Estou tão dolorido, acho que eu não aguentei desta vez,
claro, eu puxei o gatilho,
não foi como cortar os pulsos, ou tomar cloro puro,
desta vez eu fiz algo rápido;
mas, não entendo,
estão todos tão distantes e ao mesmo tempo tão perto,
os policiais limpam o local onde caí;
posso ver os policiais virando o rosto; não aguentam ver meus olhos que agora se fixam no vazio profundo e sem fim,
minha expressão de que não sinto dor alguma os assusta,
meu corpo gelado e o sangue que se espalha por quase todo o canto, 
eles também sentem um pouco de repulsa quando
juntam os restos de minha cabeça, que se espalharam,
que cena horrível,
alguns murmuram que já me viram em algum lugar,
me descreviam com quieto, deprimido,
feição infeliz e desanimado;
de fato eu era,
mas agora não sinto nada por completo.
Alguns dizem que fui terrivelmente assolado por "demônios"
que não me deixaram em paz dia e noite;
outros que eu deveria ter me tratado, mas agora é tarde;
estou deitado neste chão frio, ensaguentado, espalhado pela sala; com um tiro na cabeça...
o meu fim chegou. 
Alguém vai sentir minha falta?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O Ponto De Ônibus




Eu me sentei nesse ponto
não sei por que
mas, algo me diz
que eu deveria pegar
o próximo ónibus,
foi automático demais.
Cheguei aqui um pouco
perturbado da vida,
nem prestei atenção
no caminho que eu fiz;
foi como se eu
fosse vendado
e caminhava rumo
ao meu ponto de chegada;
não sei como explicar...
enfim, eu estou aqui sentado,
deprimido, sinto um vazio
tão ecoante no peito,
não sinto mais
prazer em nada; é uma tristeza profunda,
ah e também...
algo me diz pra ir para a praia;
está nublado, garoando meio forte,
mas me diz para ir lá;
no topo do farol;
não sei por que, mas...
acho que terei uma resposta
lá em cima. Ah meu ónibus,
bem estou partindo;
nos vemos em breve, ou talvez não.
Tchau.