É só mais um ano que vai,
mais um ano que vem,
qual a diferença?
São todos iguais para mim,
todos os dia nublados,
todas as gotas da chuva,
toda a minha tristeza pinta estes dias de cinza,
e eu ajudo somente a não fazer nada, deixo ser levado
por esse barco deprimente correnteza a baixo,
sou nada diante dela,
sou apenas um barco a velas
que desce o rio,
para se chocar com algo,
não tenho mais vontade de nada,
quero viver minha vida agora,
deixo ela nas mãos do vento,
quero sumir,
evaporar,
me transformar em nada,
e para o nada voltar,
já que está vida aqui não me serve;
e no fim sou traído e magoado,
não preciso de nenhum amigo agora,
nem depois e nem nunca;
por que se eu não existo vivo,
talvez seja por que morto, eu não valho a pena existir,
e se eu continuasse;
viver não vale a pena!

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