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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Mentiroso Odiado

Aqui está o que você me fez;
eis a prova de que um dia me importei o máximo;
quer dizer que de tudo,
nada te tocou não é?!
O que te valeu foi me ver na prisão, no escuro, e no vazio;
sem ninguém,
longe de tudo e de todos;
sou apenas agora um ser sujo,
sou a poeira que suja o seu chão,
por que ainda fui querer ser teu amigo?
Deveria estar morto agora;
quando um dia eu fui te visitar;
e você um falso,
é um mentiroso que estava em comunhão com a mentira;
usou a mim, usou minha amizade;
você exala a podridão dos mentirosos,
deve queimar.
Te dei meu coração para que confirmada assim nossa amizade,
fossemos como irmãos,
mas...
irmãos não se traem; por que então jogou meu coração fora? 
Eu te odeio.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Meu Ódio

Meu ódio vivo que agora respiro
todo ódio que meu coração
agora despeja neste mundo,
vaza o negro betume
que empesteia meu mundo,
fétido e sujo, esse ódio tão 
profundo,
ainda assim, se torna vivo,
tão horrível,
toma forma, cor e vida,
algo que se assemelha a outra criatura,
num espelho se projeta,
tal ser que assim se assemelha,
o ódio não se torna um eu tão infeliz;
torna-se eu,
meu ódio,
meu nada tão infeliz!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Tristesse

De todo o escuro te juro,
não voltarei mais;
quero agora ir embora,
meu coração, despedaçado
pelas tuas mãos, cada pedaço,
eu levo comigo;
indeciso, vou indo embora,
já não desejo mais
viver entre vocês,
quero agora estar nas trevas,
longe de todos vocês;
decai demais,
fui até o mais profundo nível da solidão;
vi a tristeza segurar meu coração,
e concertá-lo,
mas deu-me ele azul,
agora morto;
ora vivia em calor,
agora jaz no frio e na morte;
sofrimento, derrotado,
sou o fracasso que a vida não quis mostrar!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ecce Homo

Eis aqui a criatura mais fraca;
o ser mais infeliz,
o miserável de toda a criação.

Nada se compara a esta criatura,
nada é mais fraco que este ser,
é somente um elo frágil.

Capaz de viver, capaz de matar;
capaz de se auto mutilar,
capaz de sujeiras piores.

Eis o Homem. Decadente por natureza,
desde a primeira culpa,
aaah homem vil.

Nada és, e nada deixarás de ser;
muda-te no pó,
pois pó virastes.

Aaaah homem vil,
ainda quer dominar;
larga teu orgulho criatura fraca.

Humano por natureza,
assassino por prazer, magoas pode provocar;
cruel e insasiavel. 

De cima sois bombardeado, de baixo,
és sacudido, homem vil,
cuidado.

sábado, 24 de março de 2012

Embora...

`
É por ser amigo que me odeio,
é por querer ajudar que eu choro,
é por querer ser fiel,
que meu coração é jogado fora.

Não preciso amis de ninguém,
minha solidão, é meu refugio.
Não preciso mais de vocês.

sexta-feira, 9 de março de 2012

No Limite De Mim


Quando mais nada estiver valendo a pena,
ou mesmo, quando tudo for por água abaixo,
eu estarei aqui para segurar tudo;
serei eu o pobre portão enferrujado
que segurará tudo de pesado,
mas saiba que quando eu cansar,
vou me abrir até meus cantos estiverem longes
o bastante para eu poder deixar escoar toda essa enxurrada de emoções e raiva;
saiba, sou de carne, não de ferro.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Me Odeio Quando...


Me odeio: quando não faço nada direito,
quando as pessoas perdem a paciência com meus pedidos,
quando eu sou "bom" demais,
quando sou alegre demais,
quando sou engraçado demais,
quando sou estúpido demais,
quando "sei" demais,
quando sou conselheiro demais,
quando erro demais,
quando me isolo demais,
quando sou infeliz demais,
quando sou visto demais,
quando sou triste demais,
quando estou vivo demais,
me odeio por estas, e outra coisas mais!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Silvio

Não me pare,
não me peça, 
quanto mais me pede, menos ouço.

Sou indomável, um cavalo selvagem,
sou um furacão sem rumo,
sou o medo,
sou o escuro.

Sou tua ira, o cálice transborda,
sou teu veneno,
um lodo fétido,
sou sua maldade, que nada pode, contra mim,
sou teu tudo, mas também em nada vivo!
Sou a tempestade no auge.
Sou o Horror de teus Efeitos!


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Não Me Pare



Não me pare,
não me mexa,
não me irrite,
não me toque,
não me chame,
estou em constante movimento.

Sou terrivel,
sou temivel,
sou infernal,
sou insano,
sou ignorante,
eu sou instavel.

Sou suas trevas,
seus medos,
seus pesadelos,
seus sustos,
suas criaturas,
sou o GothicBoy do cemitério.
E aí?! Vai me dar a mão?!?!