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sexta-feira, 8 de junho de 2012

My Suicide Silence

Meus pesadelos me atormentam agora;
estou insano,
não tenho forças mais para lutar,
todas as vezes que tentava guerrear;
era eu o pior de todos os perdedores,
quero sumir.

Minha vida tomou o pior rumo,
tentei escalar as paredes,
mas o escuro só me derrubava,
tentava cada dia,
mas o dia não vinha.

Comecei a piorar,
a chuva que caia me dava desespero,
minha tristeza aumentou a um nível infinito,
agora no abismo
estou prestes a ir.

Pensei ser útil,
pular é o que quero,
morrer eu desejo,
adeus a tudo que um dia me magoou.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Árduo

Uma vez eu tentei continuar...
mas vi que não consegui;
quis continuar o caminho difícil,
mas quanto mais andava, mais distante ficava do meu destino;
eu tentei continuar,
mas eu não pude andar mais;
meus pés descalços,
estavam cheios de feridas,
não aguentei também ser perseguido pelo mau humor,
pela tristeza, culpa,
desanimo e  tantos péssimos sentidos do espirito;
eu soube que o sol brilha,
mas em algum lugar do fim do caminho;
mas eu não consegui terminá-lo,
a cada passo,
parece que fica mais escuro;
a cada metro,
parece que a noite vai se estendendo;
eu não posso seguir assim,
estou quebrado,
estou tão destruído por dentro...
eu queria saber como é sentir
o sol no rosto;
acho que vou parar por aqui,
ah meus pés estão sangrando muito,
vou deitar e dormir,
ou melhor,
deitar... e continuar a dormir...
até a noite passar.

Ouça Meus Gritos

Estou perdido na floresta do medo,
ouço somente o som dos ventos soprando nas arvores,
é noite e as sombras,
ah sombras,
formam geometrias estranhas.

Quanto mais quero sair,
mais adentro o coração da floresta,
espessos arbustos,
gigantescas arvores que não dão visão para o céu,
o medo começa a me invadir.

Eu comecei a gritar,
gritei o quanto pude por ajuda,
ninguém me ouviu, ou taparam, seus ouvidos,
ou não se importam comigo,
aqui é o meu túmulo então?!
Por favor eu não quero.

Estou desesperado,
estou terrivelmente assombrado pelos que aqui já se perderam e morreram,
ninguém deu minha falta?
Sou descartável assim;
 não faço falta.

O que há de errado em vocês?
Por onde eu andei;
por onde eu tentei sair,
por mais que eu quisesse,
não foi minha culpa, um erro e eu fui jogado aqui.
Quanto mais corro mais medo eu sinto.

Eu quero sair deste inferno,
alguém tenha piedade e me tire,
me estenda a mão alguém, me leve para um lugar com luz;
não quero definhar neste lugar tenebroso;
se tiverem coração me busquem,
eu estou perdido.

Esta floresta está sugando minha vida,
estou sentindo meu sangue parar,
não sinto minhas pernas ou o meu corpo,
estou caindo, estou morrendo,
será que fui tão cruel assim?
Me digam?

Hoje, Eu Entrei Em Desespero

Hoje não deu pra aguentar;
entrei em desespero.
Me vi na pior tempestade da minha vida;
adentrei os mares revoltados da alma,
do ódio;
quando estava vendo o negro do horizonte,
adentrei sem medo,
mas não sabia que estaria em desespero;
pensei ser um medo bobo,
mas a valentia minha foi maior,
pensei que poderia enfrentar a tempestade sozinho,
errei;
meu coração começou a odiar, depois,
estive no pior momento de solidão;
agora estou neste navio quase afundando;
o que faço?
Quanto mais grito,
menos sou ouvido, em vão,
estou no oceano da alma,
nas tempestades do ódio,
e não sei manejar o barco do desespero.