Mostrando postagens com marcador Contemplação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Contemplação. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de junho de 2012

Contos da Noite

Reascenda a chama que jás apagada senhor;
reavives o fogo que queima em meu coração,
ataudes vazios, jás ressuscitados os mortos, ou
vagueiam os vampiros na escuridão?

Oh arqueiros das antigas gerações donde vieram vós?
Armados de suas flechas assassinas,
alarmais os ventos
com os sibilosos cortes de tuas armas,
oh varais o peito dos monstros notifagos.

Oh que esta noite terrível não finda,
meu coração jás na treva eterna,
no frio gelo de inverno;
queiras mil vezes que eu morra,
queiras eu mil vezes que eu suma;
prefiro não estar mais aqui.

Depois de viver esses horrores da noite, 
correr para longe,
é o mais provável, mas a dor de viver
continua a me acompanhar,
com posso ainda estar correndo,
com o coração sangrando de dor?

Vidas passam e eu aqui,
sofrendo minhas tristes e miseráveis lembranças,
queira um dia ver a aurora,
queira um dia morrer sob o sol quente,
queira um dia as flores da primavera
enfeitar meu túmulo;
queira um dia eu fechar meus olhos,
e cerra-los na paz das flores!


Sorrisos

Sorrisos tão mentirosos,
todos dolorosos,
sorrisos sem motivos,
hoje são só sorrisos.

Sorrisos tão infames,
sorrisos tão decadentes,
sorrisos sem motivos,
deixaram de ser sorrisos.

Sorrisos, oh sorrisos,
cada boca num padrão confuso,
sorrisos sem o menor sentido,
nunca sentiram seus sorrisos.

Sorrisos que foram dados,
sorrisos desperdiçados,
sorrisos de dor e alegria,
a vida não quer mais sorrisos.

Sorrisos destemidos,
sorrisos de carinhos,
sorrisos de maldade,
já preciso de sorrisos.
 
Sorrisos de deselegâncias,
sorrisos de mera importância,
sorriso de apenas segundos,
fecha-se a cortina dos sorrisos.
 
Sorrisos que chegam no acordo, 
sorrisos que me dão desgosto,
sorrisos que eu guardo no coração,
sorrisos que caíram no chão.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Meu Amor Pela Rosa

Dou vos uma rosa em sinal do meu amor,
enegrecida porem pelo ardor;
quero com ela te presentear,
com uma flor que jamais morrera.

Quero que carregue-a por onde andares,
vivendo com ela lembrando de mim,
simplesmente quando chorares,
chamas meu nome e irei a ti. 

Meu coração pulsa nos minutos finais,
quando está rosa vermelha se tornar,
por perder o negro da cor,
lembra de quem te deu, pois eternamente e na morte,
irá te amar!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

De Pé

Abra-te os céus que nos abrigam;
desce dele todo o teu sabor;
se erga desta noite sem fim
o Sol;
suma as trevas para a eternidade;
longe de tudo que ainda não esmoreceu.
Avivai as almas que ainda não
foram dormir no vale da Morte;
seque tuas lágrimas, pois o melhor dos mundos 
estará para te esperar;
reavives teus pensamentos,
deleita-te com o mel que desce em teus lábios.
Eis de novo a luz que nos guia,
eis outra vez a alegria,
eis outra vez o dia!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O Encontro Noturno

Hoje a noite estarei contigo 
nem que fujamos para nos encontrar na praia.
Esta vida burguesa,
me encheu até o orgulho,
cansei de esperar.
Quando te vi meus olhos se encheram,
minha vida vazia se rejuvenesceu
e mais uma vez eu estive
a desejar algo com todas as forças,
me atraíste somente com teus movimentos,
quero estar contigo,
quero viver até o fim ao teu lado;
nada mais me apetece, dias e noites, todos
iguais e chorosos,
meus pensamentos,
em todos está tua face,
hoje a noite fugirei,
e  nos encontraremos na praia.

domingo, 18 de março de 2012

Baphigia





 Baphigia, meu anjo,
neste vale desolado pela neve branca e áurea,
peço que toque teu violoncelo.

Toque a Medieval Requiem,
quero ouvir teu dom,
unido aos teus suspiros,
juntando com o cair da neve.

Oh Baphigia,
que divinal toque,
tens o talento de agradar o tempo,
a neve já não cai.

Silencia-se o vale, a neve descansa,
os céus se abrem, o sol tímido
aparece, 
e tu, deleita-te em os confortar,
com esta melodia de eras.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Adentrando a Floresta

Deixarei a noite cair,
e quando seu véu descer,
bailarei no ar com as pequeninas
luzes que vagueiam na natureza;
nas foscas luzes da floresta,
a beira do precipício,
flutuarei e não cairei a não ser que seja
como as plumas: devagar... em silêncio...
tocando o chão devagar,
como se o tempo parasse,
e assim, irei floresta adentro,
me perderei no seio das sombras, e nas mãos da noite
que me assistirá sem 
qualquer reserva;
voarei para o seio da floresta,
ali flutuarei em êxtase,
sem me preocupar com o amanhã,
eu serei enfim,
livre, não temerei mal algum,
pois não o viverei.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Aurora


Quando tudo se levantar,
eu verei este céu nublado,
azul anil,
verei um céu azul da cor dos oceanos,
verei então a brisa gélida, mas confortante soprar em meu rosto,
verei os pássaros voarem em direção ao vento que sopra,
verei e sentirei o cheiro das flores, 
o verde das árvores,
o calor do sol;
no despontar de tal dia,
no véu da aurora eu estarei esperando,
enxergarei as cores mais uma vez!
 Não temerei este vale lúgubre,
mas viverei agora, e até o fim, verei,
a aurora, nem 
que pelo menos, morra, vendo o sol rejubilar d enovo.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Evanesce



 Tudo evapora, a cada suspiro;
a cada memória esvai-se um pedaço
de minha mente,
 apenas vejo fluir lentamente,
os pedaços de minha alma com o vento,
quando já tiver ido, serei
a força que move os uivos de clamores
e gemidos do socorro.

Ninfa



 Nem bosques ou rios,
nem lagos ou mares,
nem lugar algum te encontras;
sem barulhos para te perturbar;
sem medos para lhe causar,
és assim um ser divino,
tão calmo e sem medo,
coroas de flores teces, o vento dança com teus cabelos,
a brisa sopra soberana em tua face,
os pássaros silenciam-se quando cantas;
dizei ninfa,
qual teu nome?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Senhora Aurora



 Enfim veio, o Dia final
de minha existência,
a solidão foge ante a luz quente e aconchegante,
tudo se dissipa,
tudo foge,
nada se resguarda a enfrentar,
eis a Aurora,
radiante e gloriosa,
em seu manto luminoso resplandece fulgurante,
se levanta destruindo toda a treva,
levando consigo,
a carruagem de raios de luz solar,
eu me levanto, admiro este miraculoso
espetáculo,
estupefato, caio de joelhos,
me renego a acreditar em tal perfeição diurna,
é tão profunda,
tão evidente que é espiritual o efeito,
uma epifania em minh'alma
faz-me querer voar até este horizonte divino!

Abrigo Nas Tempestades

É aqui que fico, no chão me deito,
meu aconchego,
onde nada pode me aterrorizar;
sou somente um corpo caído,
não sou indefeso, estou mais que protegido,
a tempestade não chega aqui,
aqui estou seguro, dentro deste solar abandonado,
tão assombrado,
tão desolado, mas ainda meu abrigo,
dos trovões, dos raios...
toda essa tempestade,
passa, e em nada me atinge!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Memórias Memórias




Memórias, pequenas jóias douradas;
Memórias, gotas que lavam a alma;
Memórias, pequenos pássaros cantores;
Memórias de meus amores.

Memórias, meu coração saudoso;
Memórias, meu coração lacrimoso;
Memórias, meu silêncio, minha vida;
Memórias, suspiros de uma alma sofrida.

Ecos



Ecos, lamentos perdidos,
ecos, gritos caídos,
ecos, vozes perdidas,
ecos, um adeus sem partida.

Ecos, o grito calado,
ecos,o medo arrancado,
ecos, um poder largado,
ecos, meu choro imitado.

Ecos, o vortex de vozes,
ecos, o segredo das rochas,
ecos que minha vida guarda,
todos os ecos, são os ecos de minh'alma.†

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Violino

Meia-Noite, com meu violino,
afino, desafino;
relembro os toques,
dos mais tristes acordes,
em que já toquei
no meu violino.

Sob a luz da Lua,
olhando a rua,
componho esta melodia;
lembrando da sincronia,
entre o meu violino
e a minha loucura.†