sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Adentrando a Floresta

Deixarei a noite cair,
e quando seu véu descer,
bailarei no ar com as pequeninas
luzes que vagueiam na natureza;
nas foscas luzes da floresta,
a beira do precipício,
flutuarei e não cairei a não ser que seja
como as plumas: devagar... em silêncio...
tocando o chão devagar,
como se o tempo parasse,
e assim, irei floresta adentro,
me perderei no seio das sombras, e nas mãos da noite
que me assistirá sem 
qualquer reserva;
voarei para o seio da floresta,
ali flutuarei em êxtase,
sem me preocupar com o amanhã,
eu serei enfim,
livre, não temerei mal algum,
pois não o viverei.

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