terça-feira, 21 de agosto de 2012

Dose de Conhaque

De noite, no meu quarto;
acordei sobressaltado;
eram ainda 2:12hs da manhã;
ainda me lembro do pesadelo,
culpado me diziam,
de algo do passado,
por que será que ainda não me livro disso?
Remoer algo assim me deixo infernizado;
quero em livrar.
Não consigo dormir,
pego uam dose de conhaque,
bebo pra esquecer,
mas esquecer uam magoa?
Não é possivel amis, este meu universo em colapso,
está decaindo sobre mim,
e eu sou o culpado,
outra vez, culpado de tudo;
já estou muito infeliz!
Sempre culpado...   

Falésia Profunda

Declinio, 
reto,
eximio,
extenso,
alto,
infinito.
 
Este meu abismo,
meu vale do Silicio,
meu inferno de quedas,
agora meu libido;
 
Do alto,
olho embaixo,
braços erguidos,
descendo, 
jogado,
caindo;
liberto!...

O Meu Erro...

Foi querer ser o teu amigo;
foi querer estar contigo,
foi eu me importar com alguém frio,
foi amar a alma de alguém, vazio;

Era querer estar em qualquer lugar,
querer brincar com um amigo,
foi querer me enlaçar fraternamente,
com uam serpente venenosa.

Agora mesmo estarei me matando,
cortarei meu peito e hemorragia me trará dor,
mas assim mostrarei que sou humano,
por ser amigo fiel,
e depois ser traído.

Vingança agora tatuada em minha fronte,
mesmo morto quero ser vingado,
nos intimos desejos de sangue,
ainda quero que o teu, mesmo que o meu, já esteja derramado!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Aos Poucos

É tão seco este ar;
e esta doença que me corroí,
me devora aos poucos, estou sedendo cada vez mais;
não posso mais andar,
minhas pernas estão mortas,
não posso me arrasta,
meus braços já estão necrosados;
este vírus 
que me atacou, tem um nome;
terrível: Tristeza.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

My Suicide Silence

Meus pesadelos me atormentam agora;
estou insano,
não tenho forças mais para lutar,
todas as vezes que tentava guerrear;
era eu o pior de todos os perdedores,
quero sumir.

Minha vida tomou o pior rumo,
tentei escalar as paredes,
mas o escuro só me derrubava,
tentava cada dia,
mas o dia não vinha.

Comecei a piorar,
a chuva que caia me dava desespero,
minha tristeza aumentou a um nível infinito,
agora no abismo
estou prestes a ir.

Pensei ser útil,
pular é o que quero,
morrer eu desejo,
adeus a tudo que um dia me magoou.

Depressivo

Sabe o quanto custa estar vivo nesse universo?
Uma soma incalculável.
Todos os dias o cansaço da vida me suga a energia da vida;
fico definhando a cada hora;
agonizo nos minutos;
estar no fundo do poço, 
eu apenas vivo por viver;
já não vivo mais por gostar,
eu perdi toda a minha vontade;
não posso mais decidir sozinho,
passei a maior parte da existência sobre os olhares super protetores de todos;
não tive chance de viver;
não tive chance de nada,
não sou mais quem eu gostava de ser,
tenho horror a mim,
quando o dia amanhece, eu penso que poderia continuar dormindo
um sono sem fim;
penso no mais escuro de meu coração,
estou perdido no labirinto da minha tristeza;
não tenho novelo pra achar o caminho de volta.
Espero um dia ver o sol brilhar,
ver o sol esquentar de novo;
mas até lá, ele se põe,
até mesmo o sol morre...

Mentiroso Odiado

Aqui está o que você me fez;
eis a prova de que um dia me importei o máximo;
quer dizer que de tudo,
nada te tocou não é?!
O que te valeu foi me ver na prisão, no escuro, e no vazio;
sem ninguém,
longe de tudo e de todos;
sou apenas agora um ser sujo,
sou a poeira que suja o seu chão,
por que ainda fui querer ser teu amigo?
Deveria estar morto agora;
quando um dia eu fui te visitar;
e você um falso,
é um mentiroso que estava em comunhão com a mentira;
usou a mim, usou minha amizade;
você exala a podridão dos mentirosos,
deve queimar.
Te dei meu coração para que confirmada assim nossa amizade,
fossemos como irmãos,
mas...
irmãos não se traem; por que então jogou meu coração fora? 
Eu te odeio.

O Ponto de Interrogação

Sabe o que é andar e não saber onde ir?
Correr sem saber o destino,
pensar sem ter um foco,
se entristecer e não ter motivo,
olhar tudo com uma péssima lembrança,
se corromper sem ao menos lutar,
se deprimir sem ao menos se suportar,
ou mesmo se lamentar sem ter o que de infeliz,
motivos são muitos,
atitudes são poucas,
uma única vida, decepções... 
são milhares.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Árduo

Uma vez eu tentei continuar...
mas vi que não consegui;
quis continuar o caminho difícil,
mas quanto mais andava, mais distante ficava do meu destino;
eu tentei continuar,
mas eu não pude andar mais;
meus pés descalços,
estavam cheios de feridas,
não aguentei também ser perseguido pelo mau humor,
pela tristeza, culpa,
desanimo e  tantos péssimos sentidos do espirito;
eu soube que o sol brilha,
mas em algum lugar do fim do caminho;
mas eu não consegui terminá-lo,
a cada passo,
parece que fica mais escuro;
a cada metro,
parece que a noite vai se estendendo;
eu não posso seguir assim,
estou quebrado,
estou tão destruído por dentro...
eu queria saber como é sentir
o sol no rosto;
acho que vou parar por aqui,
ah meus pés estão sangrando muito,
vou deitar e dormir,
ou melhor,
deitar... e continuar a dormir...
até a noite passar.

Ouça Meus Gritos

Estou perdido na floresta do medo,
ouço somente o som dos ventos soprando nas arvores,
é noite e as sombras,
ah sombras,
formam geometrias estranhas.

Quanto mais quero sair,
mais adentro o coração da floresta,
espessos arbustos,
gigantescas arvores que não dão visão para o céu,
o medo começa a me invadir.

Eu comecei a gritar,
gritei o quanto pude por ajuda,
ninguém me ouviu, ou taparam, seus ouvidos,
ou não se importam comigo,
aqui é o meu túmulo então?!
Por favor eu não quero.

Estou desesperado,
estou terrivelmente assombrado pelos que aqui já se perderam e morreram,
ninguém deu minha falta?
Sou descartável assim;
 não faço falta.

O que há de errado em vocês?
Por onde eu andei;
por onde eu tentei sair,
por mais que eu quisesse,
não foi minha culpa, um erro e eu fui jogado aqui.
Quanto mais corro mais medo eu sinto.

Eu quero sair deste inferno,
alguém tenha piedade e me tire,
me estenda a mão alguém, me leve para um lugar com luz;
não quero definhar neste lugar tenebroso;
se tiverem coração me busquem,
eu estou perdido.

Esta floresta está sugando minha vida,
estou sentindo meu sangue parar,
não sinto minhas pernas ou o meu corpo,
estou caindo, estou morrendo,
será que fui tão cruel assim?
Me digam?

Hoje, Eu Entrei Em Desespero

Hoje não deu pra aguentar;
entrei em desespero.
Me vi na pior tempestade da minha vida;
adentrei os mares revoltados da alma,
do ódio;
quando estava vendo o negro do horizonte,
adentrei sem medo,
mas não sabia que estaria em desespero;
pensei ser um medo bobo,
mas a valentia minha foi maior,
pensei que poderia enfrentar a tempestade sozinho,
errei;
meu coração começou a odiar, depois,
estive no pior momento de solidão;
agora estou neste navio quase afundando;
o que faço?
Quanto mais grito,
menos sou ouvido, em vão,
estou no oceano da alma,
nas tempestades do ódio,
e não sei manejar o barco do desespero.

O Meu Ódio

Meu ódio vivo que agora respiro
todo ódio que meu coração
agora despeja neste mundo,
vaza o negro betume
que empesteia meu mundo,
fétido e sujo, esse ódio tão 
profundo,
ainda assim, se torna vivo,
tão horrível,
toma forma, cor e vida,
algo que se assemelha a outra criatura,
num espelho se projeta,
tal ser que assim se assemelha,
o ódio não se torna um eu tão infeliz;
torna-se eu,
meu ódio,
meu nada tão infeliz!

sábado, 2 de junho de 2012

Contos da Noite

Reascenda a chama que jás apagada senhor;
reavives o fogo que queima em meu coração,
ataudes vazios, jás ressuscitados os mortos, ou
vagueiam os vampiros na escuridão?

Oh arqueiros das antigas gerações donde vieram vós?
Armados de suas flechas assassinas,
alarmais os ventos
com os sibilosos cortes de tuas armas,
oh varais o peito dos monstros notifagos.

Oh que esta noite terrível não finda,
meu coração jás na treva eterna,
no frio gelo de inverno;
queiras mil vezes que eu morra,
queiras eu mil vezes que eu suma;
prefiro não estar mais aqui.

Depois de viver esses horrores da noite, 
correr para longe,
é o mais provável, mas a dor de viver
continua a me acompanhar,
com posso ainda estar correndo,
com o coração sangrando de dor?

Vidas passam e eu aqui,
sofrendo minhas tristes e miseráveis lembranças,
queira um dia ver a aurora,
queira um dia morrer sob o sol quente,
queira um dia as flores da primavera
enfeitar meu túmulo;
queira um dia eu fechar meus olhos,
e cerra-los na paz das flores!


Sorrisos

Sorrisos tão mentirosos,
todos dolorosos,
sorrisos sem motivos,
hoje são só sorrisos.

Sorrisos tão infames,
sorrisos tão decadentes,
sorrisos sem motivos,
deixaram de ser sorrisos.

Sorrisos, oh sorrisos,
cada boca num padrão confuso,
sorrisos sem o menor sentido,
nunca sentiram seus sorrisos.

Sorrisos que foram dados,
sorrisos desperdiçados,
sorrisos de dor e alegria,
a vida não quer mais sorrisos.

Sorrisos destemidos,
sorrisos de carinhos,
sorrisos de maldade,
já preciso de sorrisos.
 
Sorrisos de deselegâncias,
sorrisos de mera importância,
sorriso de apenas segundos,
fecha-se a cortina dos sorrisos.
 
Sorrisos que chegam no acordo, 
sorrisos que me dão desgosto,
sorrisos que eu guardo no coração,
sorrisos que caíram no chão.

Dizeres de Um Bêbado

Se eu tiver de contar minha história do inicio;
vai ser longa;
melhor partir do meio pro fim...
depois de viver algumas mentiras, desilusões amorosas,
traições de amigos,
e ainda um pouco de desprezo,
tudo isto se juntou na minha mente,
e comecei a "mastigá-las", como que um ruminante 
come outra vez seu alimento;
passo agora meus dias como um inválido ser desprezível,
para você isso é irrelevante e estupido, 
se martirizar por coisas triviais,
mas queria que estivesse na minha pele para vivê-las,
queria que estivesse com minha vida,
para poder tentar compreender meus sentimentos,
você me vê infeliz por fora,
mas por dentro...
você não sabe quantas vezes eu cometi suicídio 
do meu coração,
quantas vezes eu o esfaqueei,
enforquei, 
atirei,
cortei, o joguei;
tudo por causa de trivialidades;
saiba que agora que encho a cara de bebida, talvez eu mude-me em algo pior;
ou antecipe a trivial vida que levo,
só um louco ouve o que eu digo, e o que eu digo, 
deveria ser levado a sério,
por que os loucos...
também cometem loucuras; e numa dessas,
eu posso não voltar!

Me Desculpe

Desculpe por eu existir;
desculpe por ainda viver,
por ainda estar aqui;
por ainda atrapalhar;
me desculpe por um dia te conhecer,
me desculpe por não ter desistido,
perdoe-me por tudo de errado até agora;
se nada fiz certo,
então nada valeu a pena,
nada do que eu ainda vivi ao lado de você;
se você quiser que eu sangre,
eu sangrarei,
mas será por que minha existência 
dependeria disso;
será que se eu me for...
você sentirá minha falta?
É um sacrifício não é?!
Morrer sozinho e pedir desculpas por existir;
ninguém sentirá minha falta,
sou tão insignificante para você!

Olhe pra mim e me veja infeliz;
sou tão desprezivel;
reviver uma vida de dor,
de desamores,
de desordens e de medos;
abandonos incontavéis,
deixe-me aqui para perecer e morrer.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Tristesse

De todo o escuro te juro,
não voltarei mais;
quero agora ir embora,
meu coração, despedaçado
pelas tuas mãos, cada pedaço,
eu levo comigo;
indeciso, vou indo embora,
já não desejo mais
viver entre vocês,
quero agora estar nas trevas,
longe de todos vocês;
decai demais,
fui até o mais profundo nível da solidão;
vi a tristeza segurar meu coração,
e concertá-lo,
mas deu-me ele azul,
agora morto;
ora vivia em calor,
agora jaz no frio e na morte;
sofrimento, derrotado,
sou o fracasso que a vida não quis mostrar!

Te Deixo em Pedaços

No fim é onde você parou,
foi onde meu coração explodiu de tristeza.
Todos os meus dias,
que eu quis que fossem iluminados
pelo solda tua face,
foram apagados,
como se fosse uma lâmpada queimada;
as varias horas que te contemplava,
me davam ânimo,
mas agora, só sinto
um imenso vazio sem você,
você mesmo me deixou,
fiquei do outro lado da ponto vendo o vazio me preencher,
como pode ser tão cruel?
Aquela tua voz tão suave quanto o cheiro de 
um perfume de uma rosa,
desabrochando na primavera,
virou agora, o nada
num dia avermelhado;
por que você saiu?
Não entendo por que você me deixou na ponte e te ver partir,
você me deu uma escolha que eu não quis,
me deu um momento de dor,
me deu a solidão no teu lugar.

Dor de Deixar

Já existiu um EU feliz.
Que sempre sorria,
que sempre se importava,
que se sacrificava por todos e pelos outros;
gostava de viver,
gostava de ser,
gostava de estar,
gostava de correr;
era algo que me movia,
mas logo essas flores morreram,
murcharam,
com o calor terrível;
sou agora um deserto morto,
abandonado e deixado;
nada mais me incomoda,
nada mais me importa,
minha fé tão abalada e semi-apagada,
por ser o que?!
Fui somete um uso, descartável agora!