segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Meu Ódio

Meu ódio vivo que agora respiro
todo ódio que meu coração
agora despeja neste mundo,
vaza o negro betume
que empesteia meu mundo,
fétido e sujo, esse ódio tão 
profundo,
ainda assim, se torna vivo,
tão horrível,
toma forma, cor e vida,
algo que se assemelha a outra criatura,
num espelho se projeta,
tal ser que assim se assemelha,
o ódio não se torna um eu tão infeliz;
torna-se eu,
meu ódio,
meu nada tão infeliz!

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