Sobre a existência;
o que dizer?
Sou o pó que o vento sopra,
sou a lama que a chuva forma,
sou o nada que de tudo
vem.
Existir e depois sumir...
sumir para não se lembrar,
se perder para esquecer de mim,
sair de casa para andar,
andar e não querer parar.
Na chuva de Outubro,
andar nela,
a beira mar para se lembrar,
que neste vasto oceano,
posso morrer.
Vaguear com um cão,
olhar com dor,
o mundo se derretendo,
viver uma ilusão sem fim,
jogar-se e tornar-se poeira
e ser carregado pelo vento.

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