domingo, 22 de janeiro de 2012

O Terror De Meus medos

Quando eu estiver entre estas quatro paredes,
vou sentir claustrofobia e me desesperar;
vou gritar pra sair sem saber pra onde correr,
vou bater em todas as quatro,
sem saber onde fica a porta;
será um pandemônio sem fim; 
estarei em um inferno mental.
Onde tudo estiver longe, estarei eu mais longe ainda,
desesperado e correndo por todos os cantos,
sem ter uma resposta definitiva,
queria por um fim em mim,
mas acabo por não prosseguir.
Quando eu gritar, será de raiva e nojo de mim,
nojo por ser um desprezível inútil,
alguém que pesa aos outros,
que retira o precioso tempo de todos.
 
Tamparei meus ouvidos, pois os gritos das vozes se tornam
mais fortes,
queria que fossem embora,
queria me separar delas;
mas elas me acusam de meus terríveis crimes;
sou a desgraça deste mundo que me odeia!
                                                   


E por fim, depois de bater nas paredes,
eu cansarei de tal forma,
que ali mesmo encostado nela; definharei e morrerei,
deixando enfim este mundo cruel, que 
me apunhalou pela costas, e eu, não pude fazer nada!

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