De noite, sem rumo,
vago pelos vastos bosques,
sem medo, só a procura de algo;
de meu caminho perdido,
perdido eu, na escuridão.
Os dias já não brilham,
cinzas como de um cadáver cremado,
espalhada pelas trilhas,
arrastando meu manto escuro,
numa agonia sem fim.
Perder-se nesta floresta da noite,
é perder-se no vasto campo da loucura,
onde somente você, é o perdido,
só você é o caminho, e só você
é a porta de saída.
Ou eu me acho e me salvo,
ou me perco eternamente,
agonizo em minhas dores,
definho sem esperanças, e morro,
sem ver a porta de libertação!
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