quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Meu Espelho




Ah espelho meu;
me prendes em teu reflexo;
em tuas velhas beiras douradas,
emoldura-me, caro amigo gêmeo.
Minha eternidade condenada em ti,
se revela tão descuidada,
caro espelho,
aprisiona um eu meu
em um mundo totalmente subverso ao
triste sofrimento que reflito de ti,
para mim;
toco então meu "rosto";
frio, duro, espelhado,
em forma perfeita,
sinto um rubor em meu rosto.
Ah quem me dera estar aí.
Junto do meu eu solitário,
em eterno silêncio, igualitário!

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